Para ele, não existe jogo fácil na base. Além disso, ele vê o Grupo 26, em Embu das Artes, como uma chave equilibrada.
Muita gente olhou o sorteio da Copinha 2026 e pensou: “grupo tranquilo para o Ituano”. Só que o técnico Guilherme Bellangero não entrou nessa. No episódio #128 do TSP Exclusiva, ele explicou por quê. Para ele, não existe jogo fácil na base. Além disso, ele vê o Grupo 26, em Embu das Artes, como uma chave equilibrada.
O Ituano é o time sede. Ao lado dele estão Referência, Real-RS e Ivinhema-MS. Não são “times de camisa” no cenário nacional. Mesmo assim, Guilherme pediu atenção total. Ele disse que a comissão conhece bem o nível dessas equipes.
“A gente como comissão técnica, a gente conhece bem as equipes. É claro que para o público em geral, para os torcedores, eles ficam mais ligados aos times de camisa (…) mas a gente que trabalha com base, a gente sabe da dificuldade.”
Guilherme tratou o Referência como um rival perigoso. Ele reconheceu que o time pode ser pouco conhecido por parte do público. Porém, dentro da base, a leitura muda. Ele elogiou o projeto e a forma de jogar.
“O nosso grupo, por exemplo, o Referência, é uma equipe que pode ser pouco conhecida por alguns, mas para nós que trabalhamos com base, sabemos do trabalho muito bem feito no Referência. É um grupo que tem uma identidade, tem uma identidade de jogo.”
Ele também citou o presidente do clube e mencionou referências internacionais. Segundo ele, o projeto trouxe ideias ligadas à “escola do Barcelona”. Isso, na visão do treinador, dá consistência ao time.
“O presidente Valtinho (…) trouxe algumas coisas até da escola do Barcelona (…) então é um time que tem ideia de jogo muito boa.”
Além disso, Guilherme lembrou um encontro recente no Paulista. O Ituano venceu, mas ele não tratou como “prova de superioridade”. Ele apontou que o Referência chegou longe e eliminou um adversário tradicional.
“A gente caiu no mesmo grupo que eles no Paulista, fizemos um bom jogo lá, vencemos, mas eles também chegaram muito bem (…) chegaram nas oitavas (…) eliminando a Portuguesa.”
O Real entra no grupo com um perfil diferente. Guilherme descreveu o clube como um projeto estruturado, parecido com organizações que cresceram em São Paulo. Ele citou exemplos de times que se consolidaram na base com estrutura e método.
“O Real, para quem não conhece, é uma equipe muito forte do Rio Grande do Sul. É um grupo estruturado, como a gente vê em alguns clubes aqui de São Paulo, como o Sfera, como o Ibrachina.”
Ele também destacou a campanha recente no estadual gaúcho de base. O Real chegou à semifinal e só caiu para o Inter. Para Guilherme, isso é sinal de qualidade e geração forte.
“Esse ano ele chegou na semifinal, perdendo apenas para o Inter. A gente sabe que essa geração é uma geração muito boa.”

O Ivinhema completa o grupo com um fator que chama atenção. Guilherme disse que o time pode chegar com uma base montada a partir de uma parceria. A ideia é juntar atletas do Ivinhema com jogadores que disputaram o Paulista pelo São Carlos.
“O Ivinhema, pelo que a gente apurou, vai fazer aí uma mistura com o São Carlos, com os meninos que disputaram o Paulista esse ano.”
Esse tipo de composição costuma encurtar caminho. O time chega com atletas rodados. Ele chega com ritmo. E ele entra no grupo com capacidade física e competitiva.
Somando os três cenários, Guilherme chegou a uma conclusão simples. Mesmo sem “camisas grandes”, o grupo traz dificuldade real. Portanto, ele não espera goleadas fáceis. Ele espera jogos parelhos e decididos em detalhe.
“Eu acredito que vai ser um grupo bem equilibrado. Apesar de quem olhar não vê nem times de camisa (…) são equipes que com certeza vão trazer dificuldade.”
Além disso, ele reforçou que a Copinha ficou mais dura ano após ano. Mais clubes se preparam. Mais times chegam com estudo e estrutura. Por isso, o Ituano não pode entrar relaxado.
“A cada ano a Copinha vai ficando mais difícil, mais times chegam, mais times se preparam.”
O Ituano tem histórico recente forte na Copinha. Só que Guilherme colocou os pés no chão. Ele sabe que tradição ajuda. No entanto, ela não garante nada. Por isso, o foco é tratar a primeira fase com seriedade. O time precisa pontuar cedo. Depois, ele precisa crescer para o mata-mata.
Se o torcedor esperava um passeio, o recado do treinador foi outro. Ele quer o Ituano com atenção máxima desde o jogo 1. Afinal, no Grupo 26, qualquer vacilo custa caro.