O Red Bull Bragantino informou que a cirurgia foi realizada para o tratamento de uma Malformação Arteriovenosa (MAV) Cerebral
Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino O Red Bull Bragantino informou nesta terça-feira (20) que o lateral-esquerdo Vanderlan foi submetido a um procedimento neurocirúrgico no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, para o tratamento de uma Malformação Arteriovenosa (MAV) Cerebral. A intervenção foi realizada pelo neurocirurgião Feres Chaddad, referência no tratamento da doença na América Latina, e transcorreu com sucesso.
O problema de saúde foi identificado no final do ano passado, quando o atleta apresentou um quadro infeccioso acompanhado de cefaleia. Durante a investigação clínica, exames de imagem apontaram uma alteração que exigiu avaliações mais detalhadas. Encaminhado para acompanhamento especializado, Vanderlan passou por novos exames até que fosse definido o diagnóstico de Malformação Arteriovenosa Cerebral.
Após consultas com diferentes especialistas e a realização de exames complementares, a indicação foi pela realização do procedimento cirúrgico para correção e cura da alteração. Clube, atleta e familiares optaram pela intervenção, considerada a melhor alternativa para garantir segurança e permitir o retorno pleno às atividades esportivas nos próximos meses.
De acordo com o Bragantino, o procedimento foi bem-sucedido e o jogador passa bem. Vanderlan iniciará em breve o período de recuperação e reabilitação, com expectativa de voltar gradualmente aos treinamentos e aos gramados ao longo da temporada.
Em nota oficial, o clube manifestou total apoio ao atleta neste momento delicado e desejou uma recuperação completa e segura, reforçando a confiança no retorno do lateral às atividades em alto nível.
A Malformação Arteriovenosa Cerebral é uma alteração congênita nos vasos sanguíneos do cérebro, presente desde o nascimento. Em condições normais, o sangue circula das artérias para os capilares — pequenos vasos que regulam a pressão — antes de chegar às veias. Na MAV, esse processo não ocorre corretamente: as artérias se ligam diretamente às veias, fazendo com que o sangue circule em alta pressão.
Com o tempo, esse fluxo anormal pode fragilizar os vasos, aumentando o risco de rompimento e sangramento cerebral. O tratamento varia conforme idade, sintomas, localização e tamanho da malformação, além da existência ou não de sangramento prévio. Em alguns casos, apenas o acompanhamento médico é indicado; em outros, são necessários procedimentos como cirurgia, embolização ou radiocirurgia.