Vilar celebra gol de empate no fim pelo Botafogo-SP

O zagueiro revelou que quase não conseguiu dormir após marcar o gol

Por: Murilo Godoy
4 horas atrás em 24 de agosto de 2026
Vilar, zagueiro do Botafogo-SP - Foto: João Victor Menezes De Souza/Agência Botafogo

Com um gol no último lance de jogo, o Botafogo-SP empatou em 1 a 1 com o Criciúma na noite da última quarta-feira (19), na Arena Nicnet.

Depois de um primeiro tempo zerado, o Pantera saiu atrás na segunda etapa com gol de Waguininho, de cabeça. No entanto, Vilar, aos 50 minutos, deixou tudo igual. Em entrevista coletiva pós-jogo, o zagueiro revelou que quase não conseguiu dormir após marcar o gol de empate.

Ele recebeu um cruzamento de Kelvin na pequena área, subiu mais que dois marcadores e cabeceou firme, sem chances para Airton, no último lance da partida.

Foi o terceiro gol de Vilar na temporada e agora ele está a um de igualar o ano mais artilheiro da carreira, 2024, quando estava no Maringá e marcou quatro vezes.

– Eu nem dormi. Eu dormi pouco. Estava muito eufórico ainda, ainda mais pelo jogo ser às 21h30. O gol foi na raça. Porque era o último minuto e, quando eu chego dentro da área, eu pergunto para o juiz quantos minutos faltavam. Ele falou: “Cara, é o último lance e se o Criciúma afastar a bola da área eu vou terminar o jogo”. Sabia que ia ser no último suspiro – disse.

Embora a o gol tenha saído em uma bola alçada à área, o zagueiro reforçou o que o técnico Cláudio Tencati havia dito na coletiva pós jogo. Como o Criciúma atuou com três zagueiros, a estratégia do Botafogo-SP foi cruzar rasteiro na área. Porém, aconteceu exatamente o contrário.

– Pelo que a gente treinou na semana, tínhamos trabalhado bola rasteira, pelo tamanho (dos adversários). Como sou zagueiro e alto, então a tendência de você cruzar uma bola rasteira é mais difícil de cortar do que jogar uma bola no alto. Eu creio que muitas das vezes a gente se desconectou do jogo e esqueceu desse ponto, que eles tinham três zagueiros super altos e bom na bola aérea, e a gente fez muito chuveirinho. E no final ali, eu acho que foi mais no coração, na raça. A gente falou, “mano, vamos ver no que que dá”. E graças a Deus saiu o gol, e a gente pôde sair com esse empate.

– Desde o começo do jogo a gente teve as melhores chances, a maior posse de bola e a gente não merecia sair derrotado por tudo que a gente criou, por mais que o futebol seja injusto. Eu falei “a gente tem que batalhar o máximo até o final para poder fazer o gol no último minuto e pelo menos arrancar um ponto que do líder, um adversário muito difícil”.

Com o resultado, o Botafogo-SP chegou a 31 pontos, na 14ª colocação da Série B. O time não perde há três jogos, com duas vitórias e um empate, feito comemorado por Tencati.

Para Vilar, o Botafogo-SP ainda tem condições de brigar na parte de cima da tabela por conta de uma mudança importante na mentalidade do elenco.

– Creio que a gente deu uma encorpada legal comparada ao ano passado. Ano passado a gente ia para o jogo, só que com a mentalidade de não perder. Esse ano a gente vai para o jogo com a mentalidade de ganhar, e não empatar ou perder. E eu creio que isso que vem fazendo a diferença do ano passado. A Série B é um campeonato muito difícil e eu creio que se a gente tiver uma alta intensidade do começo ao fim, a gente sempre vai fazer grandes jogos e poder sair com os três pontos.

O Botafogo-SP agora visita o Atlético-GO nesta terça-feira (25), às 19h30, no estádio Antônio Accioly.