Após a derrota por 2 a 1, William Batista destacou a atuação do time, comentou a falha defensiva e criticou as paralisações no fim da partida
Foto: Rodrigo Gazzanel/Corinthians O Corinthians deu adeus à Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026 ainda na segunda fase. A equipe foi superada pelo Guarani por 2 a 1 e encerrou de forma precoce sua participação no torneio. Após o apito final, o técnico William Batista concedeu entrevista na zona mista e comentou o desempenho do time, além de analisar o lance que originou o segundo gol do adversário.
Segundo o treinador, o duelo teve momentos de equilíbrio, especialmente na etapa inicial, mas o Corinthians conseguiu crescer ao longo da partida e produzir mais ofensivamente.
“O primeiro tempo foi mais equilibrado. Eles começaram um pouco melhor, através de passes longos, em que conseguiram ter vantagem em cima da nossa defesa, principalmente na primeira ou segunda bola. O jogo foi trocando de mão no 0 a 0 e, a partir do momento em que eles fazem o gol, a gente tem domínio absoluto do jogo, em chances criadas e em entrada no último terço”.
William também comentou a falha do zagueiro Fernando Vera no segundo gol do Guarani, ressaltando que o defensor ainda é jovem e que, apesar do erro, a equipe criou oportunidades suficientes para tentar a virada.
“É uma pena, porque o Vera não merece a falha que acabou acontecendo. É preciso ter paciência também, porque é um jovem de 20 anos. Tirando o gol deles no segundo tempo, a gente foi bem superior, mas naquilo que define o resultado do jogo a gente não foi superior, que é colocar a bola para dentro do gol. Apesar das chances criadas, a gente não conseguiu ser eficaz. O placar ficou 2 a 1 para eles, porque foram mais eficazes do que a gente, apesar da nossa superioridade dentro da partida”.
O treinador também reforçou a confiança no zagueiro para a sequência da temporada e destacou que erros fazem parte do desenvolvimento de um atleta.
“É continuar. A vida do jogador de futebol é sujeita a erro e acerto. O futebol procura vilão e herói o tempo todo. Tem que ter na cabeça dele que ele vai errar hoje, vai errar outras vezes. Ele já ajudou muito o Corinthians também, com gols ou com bolas tiradas. Foi o zagueiro que estava na campanha da final do ano passado. É dar confiança total naquilo que ele é, naquilo que ele precisa continuar fazendo para poder realizar o sonho dele, que é jogar numa equipe profissional. Então, tem que dar confiança e conforto para ele no momento do erro, como foi hoje”.
Além da análise técnica, William Batista também comentou sobre as constantes paralisações no segundo tempo, apontando que isso acabou interferindo no ritmo da partida, embora não tenha sido o principal motivo da eliminação.
“É, tem algumas coisas assim, não é nem muleta, né? Algumas coisas na própria competição. Por exemplo, não precisava ter o tempo técnico hoje. Era um momento bom nosso no jogo; aí, para três minutos, esfria o jogo. Os acréscimos foram só nove minutos, mas você põe três só na parada técnica. Dois foram só do jogador que ficou caído e na indecisão se entrava a maca ou não. É uma pena, porque perde o espetáculo para quem vem ver o jogo. Se pegar o tempo útil do jogo, talvez metade do tempo ou mais seja parado, e a outra metade ou menos seja em bola rolando. Ainda assim, a gente poderia ter empatado; tivemos chances de fazer o gol de empate, mas é do jogo. Às vezes, a equipe mais eficaz é a que leva o jogo, e não aquela que produz uma partida melhor, que eu acho que foi o nosso caso hoje”.
Com a eliminação, o Corinthians agora volta suas atenções para o planejamento do Sub-20 ao longo de 2026. A equipe terá pela frente as disputas do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Paulista da categoria, que acontecem nos próximos meses.