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Marcelo desabafa após derrota e garante: “Não vou virar as costas para a Ponte”

Técnico admite desgaste físico, cita problemas extra-campo e pede união do torcedor após revés no Paulistão

Por: Lucas Soares
3 horas atrás em 15 de janeiro de 2026
Reprodução

A derrota da Ponte Preta por 1 a 0 para o Velo Clube, no Moisés Lucarelli, foi seguida por um forte desabafo do técnico Marcelo Fernandes. Em entrevista coletiva, o treinador reconheceu as dificuldades enfrentadas pela equipe, dentro e fora de campo, e reforçou o compromisso com o clube em meio a um início de campeonato conturbado.

“O que eu posso passar para a massa pontepretana é que aqui tem um grupo de homens, jogadores que estão dando a vida pelo clube. Nem eu, nem a minha comissão técnica, jamais vamos virar as costas para a Ponte Preta”, afirmou.

O comandante destacou que a preparação física tem sido diretamente afetada pela pré-temporada interrompida, pela sequência pesada de jogos e pelas limitações do elenco, agravadas pela indefinição envolvendo o transfer ban. Segundo ele, o time sentiu o desgaste diante de um adversário que teve mais tempo de preparação.

“O que está acontecendo hoje, além dos problemas extra-campo, é a falta de condição física. Com jogos a cada dois dias, isso pesa muito”, explicou.

Marcelo também chamou atenção para o gol sofrido em bola parada, apontando a situação como decisiva para o resultado negativo.

“Foi mais uma vez um gol de bola parada. A partir disso, você começa a correr mais, muitas vezes corre errado, e o jogo fica ainda mais difícil”, analisou.

Mesmo reconhecendo o momento delicado, o treinador evitou buscar desculpas e reforçou que a responsabilidade é coletiva.

“Não tem desculpa. O campeonato tem oito rodadas, fizemos duas e não pontuamos. Agora é trabalhar, levantar a cabeça e buscar um grande resultado no próximo jogo”, disse.

Ao falar sobre os bastidores, Marcelo fez questão de valorizar o esforço de atletas e funcionários, mesmo diante de atrasos salariais e instabilidade administrativa.

“Tem gente aqui com meses sem receber, mas que continua dando a vida. Isso mexe com o psicológico de todo mundo, porque somos seres humanos”, revelou.

Por fim, o técnico reafirmou seu compromisso com a Ponte Preta e destacou o peso da camisa alvinegra.

“Esse escudo é maior do que todos nós. A Ponte é muito grande e merece respeito. Vou continuar aqui enquanto a diretoria quiser, dando a vida pelo clube”, concluiu.