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Guerra política no Corinthians opõe Stabile e Tuma, e caso pode ir à Justiça

Disputa pelo comando do Conselho Deliberativo expõe crise interna e versões conflitantes

Por: Neila Gonçalves
4 horas atrás em 25 de março de 2026
Foto: Rodrigo Coca/ José Manoel Idalgo / Agência Corinthians

O Corinthians atravessa um momento de forte instabilidade política, com um impasse envolvendo o presidente do clube, Osmar Stabile, e o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior. A disputa interna ganhou novos capítulos após uma reunião que aprovou o afastamento provisório do dirigente, mas que ainda gera questionamentos sobre sua legalidade.

De um lado, Stabile aponta irregularidades graves na conduta de Tuma, incluindo acusações de ameaça, assédio e interferência na administração. Do outro, o presidente do Conselho contesta a validade do processo e afirma que só deixará o cargo mediante decisão judicial ou cumprimento rigoroso das normas estatutárias.

A votação realizada no Parque São Jorge contou com a presença de 137 conselheiros, sendo que a maioria se posicionou a favor do afastamento. Ainda assim, o resultado está longe de encerrar o conflito, já que há divergências sobre a condução da reunião e sua legitimidade.

O embate tem origem em desentendimentos recentes entre os dirigentes, incluindo acusações feitas por Stabile sobre um episódio ocorrido no início de março. Tuma nega as alegações e já indicou que pretende levar o caso à esfera judicial para apuração.

Nos bastidores, a disputa também envolve questões estratégicas do clube, como a reforma do estatuto e a aprovação das contas da atual gestão. Esses pontos aumentam a tensão política e ampliam o impacto da crise dentro do Corinthians.

Enquanto isso, a definição sobre quem ocupa a presidência do Conselho Deliberativo segue indefinida. Diferentes interpretações internas mantêm o cenário aberto, e a tendência é que a Justiça tenha papel decisivo para encerrar o impasse.

O episódio evidencia um ambiente conturbado no clube, com troca de acusações, disputa de poder e incertezas sobre os próximos passos da política corintiana.