Técnico destaca dificuldade contra o Juventude e vê evolução da equipe após início irregular
Foto: Reprodução/Novorizontino TVO empate sem gols entre Novorizontino e Juventude, pela Campeonato Brasileiro Série B, foi tratado como um resultado relevante pelo técnico Enderson Moreira, que destacou a dificuldade da partida e a importância do ponto conquistado fora de casa.
Em coletiva após o confronto, o treinador ressaltou o nível físico do adversário e avaliou a atuação da equipe, principalmente no segundo tempo.
Olha, a gente sabia que era um jogo muito difícil. A equipe do Juventude é uma equipe muito física. É comum aqui nas equipes do Sul, uma equipe muito física, muito competitiva, jogadores muito altos, com boa capacidade de jogar aéreo, de posição física.
Então, a gente sabia que era um jogo difícil. Acho que a gente consegue ajustar melhor para o segundo tempo. A gente criou, pelo menos, umas três, quatro oportunidades para a gente poder escolher um pouco melhor, definir um pouco melhor, a gente poderia ter feito o gol.
Mas, eu acho que o ponto é importante, levar um ponto para casa, já que a gente não começou bem, mas vamos aí continuar e buscar essa recuperação em casa, agora contra a Série B.
O treinador também comentou o desgaste acumulado pela equipe, que vem de uma sequência intensa de jogos, incluindo a disputa do Campeonato Paulista e da Copa Sul-Sudeste.
A Copa Sul-sudeste, como eu falei, é uma competição muito interessante, só que é num momento muito equivocado, porque nós estamos agora iniciando uma Série B extremamente competitiva, com vários times que são postulantes a ter esse acesso. Então, a gente vem numa maratona de jogos.
O Campeonato Estadual acaba exigindo muito de todas as equipes. A gente chegou até a final do Campeonato Paulista, isso foi um feito, mas também nos cobrou alguma coisa. A gente teve ainda a infelicidade de fazer, pelo menos, três jogos em situações extremamente complicadas, de muita chuva, campo praticamente sem nenhuma possibilidade de ter jogo, e isso também cria desgaste.
Então, a gente está nesse processo agora de tentar recuperar os atletas, a equipe voltar até aquela leveza, tranquilidade, para a gente poder fazer, se Deus quiser, uma grande competição.
Questionado sobre o início de campanha e a pressão por resultados, Enderson adotou um tom firme e afastou qualquer preocupação com o cargo.
E medo é uma palavra que eu não tenho. Eu saí de onde eu saí, eu não tenho medo de nada, graças a Deus. Medo é para as pessoas que ficam, às vezes, fora, não assumem as responsabilidades, ficam em cima sem colocar a cara onde precisa colocar, sem entender o que é a vida de um atleta profissional, de uma comissão técnica. Eu não tenho medo nenhum.
Já fui mandado embora várias vezes. O dia que acontecer isso, claro que a gente fica chateado, porque quer dar sempre sequência, mas nós fizemos um jogo em casa contra o Londrina, perdemos 3×1, mas criamos situações. A equipe é a equipe que joga.
Nós vimos aqui, agora, jogar contra o Juventude e enfrentamos. Não foi uma equipe que ficou só atrás, se defendendo. A gente marcou alto, criou dificuldade na saída de bola, fez com que eles errassem também, que eles tivessem dificuldade.
E estamos com a mesma pontuação do Juventude. Então, a gente está aí na briga e espero que a gente consiga, nos próximos jogos, ganhar e a gente está muito vivo na competição.
O técnico ainda destacou a necessidade de paciência ao longo da competição, lembrando o equilíbrio da Série B e a longa duração do torneio.
O Campeonato é muito recente, nós estamos com duas rodadas. A gente está aqui discutindo dispensa de treinador. Eu acho assim, sinceramente, a gente é colocado em uma vala comum, extremamente difícil.
A gente está iniciando a competição de 38 rodadas. Vou lembrar aqui no Botafogo, eu assumi o time na 12ª rodada, o time estava em 14º lugar e a gente conseguiu uma recuperação extraordinária.
Às vezes você fica o tempo todo lá na parte de cima e na reta final você acaba sendo superado. Então é uma competição de resistência, a gente tem que ter o quê? Resiliência para poder saber, às vezes, tomar uma pancada, perder um jogo, mas sair e enfrentar.
acho que o encaixe nosso com o segundo tempo foi melhor, por isso a gente criou mais situações, por isso que a gente teve muito perco de poder fazer o gol. Infelizmente não aconteceu, mas a gente está levando um ponto que pode ser muito importante na sequência.
O Novorizontino segue em busca da primeira vitória na Série B e tenta transformar o desempenho recente em resultados positivos nas próximas rodadas.
Confira a coletiva completa:




