Após anos de quedas e frustrações, MAC conquista acesso com heroísmo nos pênaltis
Foto: Matheus Dahsan/MaríliaO Marília Atlético Clube voltou a sorrir em 2026 ao conquistar o acesso à Série A2 do Campeonato Paulista, encerrando um jejum de dez anos marcado por quedas e frustrações. Desde o rebaixamento em 2016, o clube enfrentou um longo período de reconstrução, passando por momentos difíceis até retomar o protagonismo no cenário estadual.
A trajetória até o retorno não foi simples. Em 2018, o MAC viveu um dos capítulos mais duros de sua história recente ao ser rebaixado para a quarta divisão paulista. No ano seguinte, deu a primeira resposta ao conquistar o vice-campeonato da Bezinha e voltar à Série A3. Ainda assim, o acesso à A2 seguiu escapando por detalhes: entre 2021 e 2025, o time frequentou fases decisivas, mas acumulou eliminações no mata-mata, incluindo quedas nas quartas de final e uma semifinal frustrante em 2025.
Na atual temporada, porém, o Marília apresentou um desempenho mais consistente desde o início. A equipe encerrou a primeira fase com a segunda melhor campanha geral, somando 10 vitórias, sete empates e apenas duas derrotas, com aproveitamento de 71%. O equilíbrio entre defesa sólida e ataque eficiente, liderado pelo artilheiro Lucas Lima, com nove gols, colocou o time como um dos favoritos ao acesso.
O mata-mata traduziu bem o espírito de superação e resistência. Nas quartas de final, o MAC perdeu por 2 a 0 para o EC São Bernardo fora de casa, mas devolveu o placar no estádio Bento de Abreu, com gol no último lance que levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, brilhou a estrela do goleiro Wagner Coradin, que defendeu duas finalizações e garantiu a classificação.
Na semifinal, o desafio foi o clássico regional contra o XV de Jaú. Após empate sem gols no primeiro jogo, a volta em Marília foi carregada de emoção. O MAC chegou a ficar próximo da vaga direta, mas sofreu o empate em 2 a 2 nos acréscimos, levando novamente a decisão para os pênaltis. Mais uma vez, Wagner foi decisivo ao defender três cobranças, tornando-se o grande herói do acesso.
Ao todo, o goleiro defendeu cinco pênaltis nas fases decisivas, sendo peça fundamental na campanha. O retorno à Série A2 não apenas encerra um longo período de dificuldades, mas também simboliza a força de um clube tradicional que soube se reerguer. Agora, o Marília volta a mirar voos mais altos, com a confiança renovada e a torcida novamente ao seu lado.