Edilberto Fiorentino lamenta eliminação no acesso, nega qualquer teoria sobre entrega e convoca cidade a seguir apoiando o CAV
Foto: Divulgação/VotuporanguenseA eliminação do Votuporanguense na semifinal do Paulistão A2 e a consequente frustração pelo não acesso à elite estadual ainda repercutem intensamente em Votuporanga. Diante das críticas e de teorias levantadas por parte da torcida após a derrota para o Juventus, o presidente Edilberto Fiorentino, o Caskinha, se pronunciou através das redes sociais do clube, lamentando o desfecho da campanha, pedindo desculpas aos torcedores e rebatendo qualquer insinuação de irregularidade.
Segundo o mandatário, a não conquista da vaga na Série A1 representa a interrupção de um sonho construído por todo o clube ao longo da temporada. “Lamento profundamente a desclassificação e o não acesso à Série A1 do Paulistão, a elite do futebol no estado de São Paulo, um sonho que sempre tive à frente do Clube Atlético Votuporanguense e que era compartilhado por toda a cidade e pela nossa torcida”, afirmou.
Caskinha fez questão de refutar com veemência os comentários sobre uma possível entrega de resultado. Para ele, esse tipo de acusação não encontra qualquer respaldo diante do investimento e do planejamento feitos pelo clube para buscar o acesso.
“Falar de teorias de conspiração, de entregar jogo, isso é algo sem nexo e sem fundamento algum. A Série A do Paulista representaria uma receita importante, fora patrocínios, renda e possibilidades futuras. Quem faz tudo o que foi feito durante todo o campeonato iria agora vender jogo?”, questionou.
O presidente ainda destacou que a diretoria ofereceu totais condições de trabalho ao elenco, inclusive com mudança de logística e maior conforto para a partida de ida da semifinal, em São Paulo. Segundo ele, o sentimento interno é de frustração porque justamente no jogo mais importante da história recente do clube a equipe teve uma atuação muito abaixo do esperado.
“Infelizmente no jogo do acesso tivemos uma das piores apresentações do ano. Na partida mais importante da nossa história, deu-se um apagão geral”, lamentou.
Caskinha assumiu a responsabilidade pelo fracasso esportivo e direcionou um pedido público de desculpas à torcida votuporanguense.
“Eu, como presidente do clube, assumo minha responsabilidade e peço desculpas por frustrar nossa imensa torcida”, declarou, estendendo o agradecimento a funcionários, atletas, comissão técnica, parceiros e familiares que viveram intensamente a campanha.
Apesar da decepção, o dirigente reforçou que o momento exige continuidade e não busca por culpados ou teorias.
“Temos que seguir trabalhando, aprender com os erros, ver onde evoluímos e continuar acreditando. Ficar chorando e procurando teorias não fará o tempo voltar. Vamos seguir em frente para fazer o CAV amanhã maior do que é hoje”, destacou.
Por fim, o presidente aproveitou para convocar empresários, apoiadores e torcedores a estarem ao lado do clube desde o início das próximas temporadas, ressaltando o alto custo de manter o futebol competitivo. Sem o acesso e sem o alívio financeiro que a Série A1 proporcionaria, o Votuporanguense volta agora suas atenções para a sequência do trabalho estrutural, especialmente nas categorias de base, com os times Sub-15 e Sub-17 nos Campeonatos Paulistas de 2026.