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Conselho mantém “zero mandato” e barra tentativa de restringir candidatos à presidência

Após pressão de torcedores e debates no Conselho, clube mantém regra atual para candidatura à presidência

Por: Pedro Góes
2 horas atrás em 29 de maio de 2026

O Conselho Deliberativo do Santos votou nesta quinta-feira (28) pela manutenção da regra atual de elegibilidade para candidatos à presidência do clube no novo estatuto. Com a decisão, não será necessário ter passado pelo Conselho antes de disputar o cargo máximo do executivo santista.

A decisão encerra, ao menos por ora, a polêmica mais acirrada da reforma do estatuto. Inicialmente, a Comissão do Estatuto defendia a exigência de três mandatos no Conselho Deliberativo para habilitar um candidato à presidência, como pré-requisito para candidatos

A emenda do zero mandato foi aprovada por 65 votos a 41, com oito abstenções

Torcedores, organizadas e sócios protestaram aos arredores da Vila Belmiro contra qualquer mecanismo que pudesse restringir novas candidaturas ou favorecer a permanência de grupos políticos no poder. Durante as reuniões do Conselho, manifestantes adotaram o lema “zero mandato é obrigação” para defender a manutenção da regra vigente.

Conselheiros que atuaram contra a exigência de mandatos classificaram a aprovação como uma vitória da democracia interna do clube. Um dos argumentos utilizados durante os debates foi o de que a experiência prévia no Conselho não seria garantia de boa gestão, defendendo que a escolha do presidente deve continuar sendo feita diretamente pelos associados por meio do voto.

“Não temos que ter qualquer receio a novas lideranças. Isso é saudável. O Santos merece ter um ambiente democrático pleno”, disse um dos conselheiros após a votação, em entrevista ao perfil @santosnewsofficial.

A reforma do estatuto, no entanto, está longe do fim. Restam ainda 59 emendas.

Após a conclusão dos debates e aprovação final do texto pelos conselheiros, o novo estatuto ainda precisará passar pelo crivo dos associados do Santos, que votarão pela aprovação ou rejeição integral do documento.