Documento aponta supostas irregularidades na contratação de empresas de segurança e pede afastamento imediato do presidente alvinegro
Foto: Rodrigo Coca/Agência CorinthiansUm grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile no Conselho Deliberativo do clube.
O documento aponta supostas violações estatutárias e legais relacionadas à contratação de empresas de segurança e pede o afastamento imediato do dirigente.
O principal questionamento envolve a contratação da Mega, empresa ligada a Fernando José da Silva, o Nandão, atual gerente operacional do Corinthians. Segundo o texto, a prestação de serviços teria ocorrido sem contrato formal e sem aprovação prévia do Conselho de Orientação, o Cori.
Os autores do pedido também questionam pagamentos realizados à empresa. De acordo com o documento, foram emitidas três notas fiscais que, juntas, somam R$ 676 mil.
Apesar de Osmar Stabile ter declarado publicamente que Nandão não era funcionário e não exercia qualquer função no Corinthians, o gerente operacional segue trabalhando normalmente no clube.
Além da Mega, o pedido também cita a Bear Security Ltda., apontada como responsável pela segurança pessoal de Osmar Stabile. Segundo o documento, o Corinthians teria desembolsado cerca de R$ 586 mil para a empresa.
Os conselheiros afirmam ainda que a Bear foi constituída em janeiro de 2025 e passou a emitir notas fiscais ao clube apenas após a chegada de Stabile à presidência.
Na avaliação dos autores, as contratações apresentam indícios de gestão temerária, como ausência de concorrência, falta de contratos formais, possível conflito de interesses e suposta falta de transparência perante os órgãos internos de fiscalização do clube.
Ao fim do documento, o grupo solicita ao Conselho Deliberativo o recebimento e processamento do pedido de impeachment, a comunicação dos fatos ao Ministério Público de São Paulo e a realização de uma auditoria independente para apurar as contratações emergenciais e os pagamentos efetuados sem contrato formal.
Outro pedido contra Stabile
Este é o segundo pedido de impeachment protocolado contra Osmar Stabile. Em abril, sócios e conselheiros já haviam apresentado um requerimento apontando supostas violações ao Estatuto Social do Corinthians e à legislação vigente.
Na ocasião, o principal ponto citado era o acordo firmado entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a PGFN, para a regularização de um débito estimado em R$ 1,2 bilhão.
Segundo o pedido, a diretoria teria utilizado o Parque São Jorge como garantia no acordo com a PGFN. O conjunto de imóveis que compõe a sede social do clube está avaliado em R$ 602,2 milhões.




