CAS mantém decisão favorável ao clube francês por dívida na contratação de Jean Lucas; Peixe corre risco de transfer ban
Foto: Raul Baretta/ Santos FCO Santos sofreu uma derrota nos bastidores e agora precisa resolver uma pendência financeira milionária para evitar problemas ainda maiores no mercado da bola. A Corte Arbitral do Esporte (CAS) confirmou a condenação do clube paulista e determinou o pagamento de 2,032 milhões de euros ao Monaco, da França, valor que corresponde a aproximadamente R$ 12 milhões na cotação atual.
A decisão mantém o entendimento já adotado anteriormente pela Fifa, que havia condenado o Peixe em maio de 2025. Na ocasião, a diretoria santista recorreu ao CAS na tentativa de reverter a punição, mas teve o recurso negado.
A cobrança está relacionada à contratação do volante Jean Lucas. O Santos quitou as duas primeiras parcelas do acordo firmado com o Monaco, mas deixou de pagar a terceira e última prestação, no valor de 2 milhões de euros, que venceu em 31 de janeiro de 2025.
Na época, a diretoria tentou renegociar a dívida propondo o parcelamento do valor restante. A sugestão era dividir o montante em duas parcelas, com vencimentos em agosto de 2025 e janeiro de 2026. No entanto, o clube francês recusou a proposta e levou o caso à Fifa.
Além do valor principal, o CAS determinou que o Santos também arque com juros de 32.876,71 euros, elevando ainda mais o montante da dívida.
A situação acende um sinal de alerta na Vila Belmiro. Caso o pagamento não seja efetuado dentro do prazo estabelecido, o clube corre o risco de sofrer um transfer ban, punição que impede a inscrição de novos jogadores em futuras janelas de transferências.
O caso acontece em um momento delicado para o Santos, que busca reorganizar suas finanças e fortalecer o elenco para a sequência da temporada. Até o momento, a diretoria não se pronunciou oficialmente sobre a decisão definitiva do CAS.




