Vice-lanterna do Brasileirão, Leão mira o número mágico de 45 pontos para eliminar ameaça de rebaixamento
Foto: Divulgação/Mirassol FCO Mirassol precisará praticamente triplicar sua pontuação na segunda metade do Brasileirão para atingir o chamado “número mágico” e afastar o risco de rebaixamento.
Atualmente com 16 pontos, o Leão mira a marca de 45, considerada historicamente uma margem segura no formato de pontos corridos com 20 clubes. Desde a adoção do atual modelo, apenas uma equipe foi rebaixada com essa pontuação: o Coritiba, em 2009.
Para alcançar o objetivo, o time amarelo e verde precisa somar mais 29 pontos nas 21 partidas restantes. O recorte inclui dois jogos ainda válidos pelo primeiro turno e toda a segunda metade da competição.
Na prática, o Mirassol precisaria de algo próximo a dez vitórias para chegar aos 45 pontos. Até aqui, o clube venceu apenas quatro vezes no Brasileirão.
O aproveitamento necessário daqui em diante é de 46%, desempenho semelhante ao de uma equipe de meio de tabela. Como parâmetro, esse percentual se aproxima da campanha atual do oitavo colocado São Paulo, que aparece na zona de classificação para a Sul-Americana.
A situação preocupa também pelo número de derrotas. Na vice-lanterna, o Mirassol é o segundo time que mais perdeu neste Brasileirão, com nove resultados negativos. Apenas a Chapecoense, última colocada, tem mais derrotas, com dez.
O cenário é bem diferente do vivido pelo clube na última temporada. Estreante na elite nacional em 2025, o Mirassol fez história ao terminar o Brasileirão na quarta colocação e garantir vaga direta na fase de grupos da Libertadores.
Naquela campanha, o Leão atingiu e superou a marca dos 45 pontos ainda em outubro, após vencer o Fluminense, quando ainda restavam 11 rodadas para o fim da competição.
Mesmo naquele momento histórico, o discurso interno era de cautela. O clube manteve durante boa parte do campeonato a meta de alcançar o número mágico para afastar qualquer risco de queda.
Agora, em realidade oposta, o Mirassol tenta usar a pausa e a sequência do Brasileirão para reagir, melhorar o aproveitamento e se aproximar da pontuação necessária para permanecer na Série A.




