Coletiva Ponte Preta x Juventude: Nenê Santana analisa rebaixamento

O auxiliar substituiu Gilson Kleina, suspenso

Por: Murilo Godoy
3 horas atrás em 7 de outubro de 2026
Nenê Santana, auxiliar-técnico da Ponte Preta - Foto: Marcos Ribolli

Nesta terça-feira (6), a já rebaixada Ponte Preta foi derrotada por 2 a 0 para o Juventude, em jogo válido pela 32ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.



O jogo aconteceu no Estádio Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba, devido à reforma do gramado no estádio Moisés Lucarelli, casa da Macaca. Expulso contra o Cuiabá, o técnico Gilson Kleina não dirige a Ponte diante do clube gaúcho.

O auxiliar-técnico Nenê Santana foi quem ficou à frente do gramado. Em entrevista coletiva pós-jogo, Nenê reconheceu que o queda da Ponte Preta para a Série C foi construído ao longo da campanha e não apenas na derrota para o Cuiabá, jogo em que o rebaixamento foi oficialmente decretado.

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“O rebaixamento não ocorreu no último jogo. O rebaixamento ocorreu desde o início do campeonato. Sabíamos que passaríamos dificuldade desde o início e o resultado foi esse. A chegada do Gilson Kleina melhorou o ânimo no vestiário e a gente vê os jogadores mais motivados, mas infelizmente isso não tem sido suficiente”.

Ele inclusive foi o primeiro representante do clube a falar desde a confirmação da queda. Nenê Santana também relacionou as dificuldades dentro de campo ao cenário financeiro do clube, e disse que os problemas extracampo afetaram o elenco e as condições de trabalho ao longo de toda a temporada.

“Eu não posso comparar a situação atual com a época em que eu joguei. Foram épocas de grandes conquistas, mas as dificuldades atuais, principalmente financeiras, afetaram todas as áreas do clube. Afetam o elenco, a condição do trabalho, em tudo. Todo mundo está se esforçando para melhorar as condições, mas isso não vai acontecer do dia para a noite. Estamos aqui porque acreditamos na volta por cima”.

Apenas 352 torcedores acompanharam a derrota da Ponte Preta para o Juventude, o pior público da Série B de 2026. A partida teve apenas um torcedor a menos em relação ao público de Novorizontino 1×0 Botafogo-SP, pela 8ª rodada da competição. Para Nenê, o número é consequência da péssima temporada da Macaca.

“Eu acho que o público baixo é uma consequência do nosso ano. Fomos rebaixados no Paulista, começamos mal a Série B e o torcedor foi perdendo a paciência. Tudo tem limite. É difícil o torcedor sair de Campinas, vir para Indaiatuba em uma noite chuvosa, e a gente precisa entender isso. Quando as coisas melhorarem, a Ponte vai recuperar o seu torcedor. É por isso que estamos trabalhando”.

O cenário melancólico da Ponte Preta realmente não ajudou. Além do fato de a partida ser fora de Campinas (Indaiatuba fica a aproximadamente 30 quilômetros de distância), outros fatores pesaram para as arquibancadas ficarem vazias: o time já foi rebaixado com sete rodadas de antecedência, os ingressos chegavam a R$ 100, a noite estava chuvosa e o horário não ajudou (a partida começou 21h35).

Com apenas 13 pontos conquistados, a Ponte Preta igualou um grande recorde negativo. O clube teve a queda mais precoce da história da Série B junto ao Duque de Caxias-RJ, em 2011. Ambos caíram ainda na 31ª rodada.

A Ponte pode estabelecer mais uma marca negativa: a de pior campanha da história da competição. O Duque de Caxias terminou a edição de 2011 com 17 pontos, pontuação mais baixa na era dos pontos corridos, e nessa altura do campeonato, tinha 15.

Com isso, a comissão técnica estabeleceu como objetivo somar o maior número possível de pontos até o fim da competição. “Nós estipulamos uma meta de tentar conquistar o máximo de pontos nessa reta final. Os jogadores estão confiantes de que isso é possível e vamos lutar para terminar de maneira digna. Esses jogadores estão aqui, com toda dificuldade do mundo, mas honram o clube”.

A mudança de estádio também foi abordada pelo auxiliar. Ele afirmou que a prioridade seria continuar jogando em Campinas, mas a situação do gramado obriga a equipe a atuar em Indaiatuba.

“Há um problema no gramado do Moisés Lucarelli e precisávamos arrumar isso. A nossa melhor opção seria jogar em Campinas, mas vir para Indaiatuba foi uma necessidade para solucionar o problema do gramado”, completou Nenê.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já alterou o local do jogo da Ponte Preta contra o Atlético-GO na segunda-feira (16), às 19h30. O duelo, que seria realizado no Estádio Moisés Lucarelli, agora está marcado para o Ítalo Limongi, em Indaiatuba (estádio do Primavera).

A tendência é de que todas as partidas da Macaca como mandante até o final da Série B sejam realizadas em Indaiatuba. Antes do jogo contra o Dragão, a Ponte visita o Novorizontino na próxima segunda-feira (12), às 19h00, no estádio Jorge Ismael de Biasi, pela 33ª rodada.