Crise financeira Ponte Preta: Clube é condenado a pagar mais de R$ 53 mil por dívida com padaria

Débito existe desde maio de 2025, e valor ainda será atualizado com juros e correção monetária

Por: Neila Gonçalves
13 horas atrás em 10 de outubro de 2026
Foto: Divulgação/Ponte Press

A Ponte Preta foi condenada pela Justiça a pagar R$ 53.280,14 a uma padaria de Campinas por uma dívida relacionada ao fornecimento de alimentos, principalmente pães.



Os pagamentos estão em atraso desde maio de 2025. A decisão foi assinada pelo juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra, da 5ª Vara Cível da Comarca de Campinas, no fim de setembro.

O valor ainda será atualizado com juros e correção monetária antes da quitação definitiva.

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Ponte contestou cobrança durante o processo

Na ação, a Ponte Preta tentou questionar a cobrança alegando ausência de provas suficientes sobre o recebimento das mercadorias.

A defesa do clube argumentou que foram apresentadas notas fiscais, mas sem os respectivos canhotos de entrega assinados.

A Justiça, porém, entendeu que outros elementos do processo eram suficientes para comprovar a existência da dívida.

O magistrado considerou também manifestações anteriores de dirigentes da própria Ponte, que já haviam reconhecido publicamente as dificuldades financeiras do clube e a intenção de buscar um acordo com a fornecedora.

Pagamento entrará no plano de credores

A Ponte Preta recebeu o benefício da justiça gratuita após comprovar o comprometimento de suas receitas.

Como o clube está submetido ao Regime Centralizado de Execuções, o pagamento da dívida com a padaria não acontecerá de forma isolada. O valor será incluído no plano de credores e seguirá as regras definidas pelo juízo responsável pela centralização das cobranças.

A diretoria alvinegra decidiu não se manifestar sobre o caso.

Dívida amplia cenário de crise financeira

A condenação representa mais um capítulo da grave crise financeira enfrentada pela Ponte.

Uma auditoria realizada durante as negociações para criação da SAF estimou a dívida total do clube em aproximadamente R$ 320 milhões, sem considerar cerca de R$ 20 milhões relacionados ao IPTU.

O levantamento também apontou um déficit mensal próximo de R$ 2,8 milhões.

Além das dívidas com fornecedores, a Macaca convive com atrasos de salários e direitos trabalhistas envolvendo jogadores, profissionais do departamento de futebol e funcionários.

O cenário financeiro também teve impacto esportivo ao longo da temporada, em um ano marcado por problemas administrativos e resultados negativos dentro de campo.