Débito existe desde maio de 2025, e valor ainda será atualizado com juros e correção monetária
Foto: Divulgação/Ponte Press A Ponte Preta foi condenada pela Justiça a pagar R$ 53.280,14 a uma padaria de Campinas por uma dívida relacionada ao fornecimento de alimentos, principalmente pães.
Os pagamentos estão em atraso desde maio de 2025. A decisão foi assinada pelo juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra, da 5ª Vara Cível da Comarca de Campinas, no fim de setembro.
O valor ainda será atualizado com juros e correção monetária antes da quitação definitiva.


Ponte contestou cobrança durante o processo
Na ação, a Ponte Preta tentou questionar a cobrança alegando ausência de provas suficientes sobre o recebimento das mercadorias.
A defesa do clube argumentou que foram apresentadas notas fiscais, mas sem os respectivos canhotos de entrega assinados.
A Justiça, porém, entendeu que outros elementos do processo eram suficientes para comprovar a existência da dívida.
O magistrado considerou também manifestações anteriores de dirigentes da própria Ponte, que já haviam reconhecido publicamente as dificuldades financeiras do clube e a intenção de buscar um acordo com a fornecedora.
Pagamento entrará no plano de credores
A Ponte Preta recebeu o benefício da justiça gratuita após comprovar o comprometimento de suas receitas.
Como o clube está submetido ao Regime Centralizado de Execuções, o pagamento da dívida com a padaria não acontecerá de forma isolada. O valor será incluído no plano de credores e seguirá as regras definidas pelo juízo responsável pela centralização das cobranças.
A diretoria alvinegra decidiu não se manifestar sobre o caso.
Dívida amplia cenário de crise financeira
A condenação representa mais um capítulo da grave crise financeira enfrentada pela Ponte.
Uma auditoria realizada durante as negociações para criação da SAF estimou a dívida total do clube em aproximadamente R$ 320 milhões, sem considerar cerca de R$ 20 milhões relacionados ao IPTU.
O levantamento também apontou um déficit mensal próximo de R$ 2,8 milhões.
Além das dívidas com fornecedores, a Macaca convive com atrasos de salários e direitos trabalhistas envolvendo jogadores, profissionais do departamento de futebol e funcionários.
O cenário financeiro também teve impacto esportivo ao longo da temporada, em um ano marcado por problemas administrativos e resultados negativos dentro de campo.