Negociação por rescisão volta à estaca zero após mudança de postura do zagueiro; clube endurece e avalia ação na Justiça
Foto: Rubens Chiri e Miguel Schincariol/Saopaulofc.netA situação entre São Paulo e Arboleda ganhou mais um capítulo turbulento — e, novamente, distante de um desfecho. Quando a saída do zagueiro parecia encaminhada, as tratativas sofreram uma reviravolta e voltaram praticamente ao ponto inicial.
Internamente, o entendimento era de que havia um alinhamento para uma rescisão amigável, com ajustes financeiros que permitiriam ao clube reduzir um custo significativo até o fim do contrato, válido até 2027. No entanto, a mudança de postura do estafe do jogador travou o avanço das conversas.
O que mais incomodou a diretoria foi o comportamento recente do defensor. Em meio às negociações, Arboleda deixou de responder aos contatos do clube, interrompendo o diálogo justamente no momento em que o acordo começava a ganhar forma.
A partir daí, o cenário mudou. O empresário passou a sinalizar novas exigências, diferentes do que vinha sendo discutido, o que gerou insatisfação nos bastidores. A avaliação interna é de que houve um recuo inesperado em um processo que já estava avançado.
Diante do impasse e da falta de comunicação, o São Paulo passou a considerar medidas mais duras. A possibilidade de acionar o jogador na Justiça trabalhista e também na Fifa por abandono de vínculo passou a ser debatida nos bastidores.
O clima no clube também azedou. A postura recente do zagueiro, que já foi tratado como liderança dentro do elenco, passou a ser vista de forma negativa. Nos corredores do CT, o sentimento é de desgaste e de que a situação chegou ao limite.
Agora, com o prazo estipulado pelo clube se aproximando do fim, o caso segue indefinido — e cada vez mais distante de uma solução amigável.