Corinthians, São Paulo Cruzeiro, Fluminense e Vitória exibiram marcas de casas de apostas em materiais de treino na véspera do bloqueio das plataformas
Fotos; Rodrigo Coca/Corinthians e Rubens Chiri/São Paulo Alguns clubes da Série A do Campeonato Brasileiro deixaram para o último momento a retirada das marcas de casas de apostas dos uniformes utilizados nos treinamentos. O prazo para a remoção das publicidades terminou na segunda-feira (5), um dia antes do bloqueio das plataformas de apostas no Brasil.
Corinthians, São Paulo, Cruzeiro, Fluminense e Vitória foram alguns dos clubes que ainda exibiram as marcas de suas antigas patrocinadoras nos materiais de treino até o fim do prazo. A presença dos logotipos foi registrada nas imagens divulgadas pelas próprias equipes durante as atividades.
A medida está relacionada à determinação que impede a publicidade de empresas de apostas que deixam de operar no país. Com isso, os clubes precisaram retirar as marcas dos uniformes e demais materiais utilizados nas atividades.


Bets deixam de operar no Brasil
Os sites e aplicativos de apostas esportivas e jogos virtuais deixaram de funcionar a partir da 0h desta terça-feira (6). A mudança ocorreu após o encerramento do prazo para que os usuários realizassem voluntariamente o saque dos valores disponíveis nas plataformas.
A medida faz parte da Medida Provisória 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro. A determinação prevê o encerramento das plataformas de apostas autorizadas e estabelece mecanismos para a devolução dos valores que permanecerem nas contas dos usuários.
O processo de retirada dos recursos seguirá um calendário definido pelo governo.
Veja o calendário para devolução dos valores
5 de outubro, até 23h59: último prazo para saque voluntário diretamente nas plataformas;
6 de outubro, a partir da 0h: sites e aplicativos de apostas devem sair do ar;
7 e 8 de outubro: empresas informam aos bancos os valores mantidos pelos usuários, identificados pelo CPF;
9 a 14 de outubro: instituições financeiras realizam a devolução dos valores;
A partir de 14 de outubro: nos casos em que os bancos não conseguirem efetuar a devolução, a Caixa Econômica Federal passa a intermediar o pagamento.
Segundo o governo, lojas de aplicativos, provedores de internet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) também deverão colaborar com o bloqueio das plataformas.
Usuários que tentarem acessar os sites ou aplicativos poderão ser direcionados para uma página com orientações sobre como solicitar o resgate dos valores.