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Conselho do Corinthians julga expulsão de Andrés Sanchez

Ex-presidente é alvo de processo interno por uso do cartão corporativo; Comissão de Ética recomenda exclusão do quadro social

Por: Jhonatan Moraes
2 horas atrás em 25 de maio de 2026
Foto: Reprodução/Corinthians

O Conselho Deliberativo do Corinthians julga nesta segunda-feira o ex-presidente Andrés Sanchez, em sessão que pode resultar na expulsão do dirigente do quadro associativo do clube. O caso envolve uma investigação administrativa sobre uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais durante sua gestão, entre 2018 e 2020.

A recomendação de expulsão foi feita pela Comissão de Ética, em parecer elaborado por Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo. A decisão final, no entanto, será dos conselheiros, em votação aberta e nominal no Parque São Jorge.

No relatório, Pantaleão sustenta que os fatos apurados indicam conduta incompatível com os deveres de um associado e, principalmente, de quem exerceu a função de presidente do Corinthians. O documento cita a necessidade de lealdade institucional, responsabilidade patrimonial, finalidade no uso de recursos corporativos e prestação de contas.

O procedimento interno começou na Comissão de Justiça e apontou que Andrés teria utilizado o cartão de crédito do clube para bancar despesas pessoais. Segundo os cálculos do promotor Cássio Conserino, os valores chegariam a R$ 480.169,60, já corrigidos pela inflação e com juros, entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021.

Em sua defesa, Andrés nega dolo ou má-fé. O ex-presidente afirma que não havia uma política interna clara para disciplinar o uso do cartão corporativo, sustenta que parte das despesas estava ligada a atividades institucionais e argumenta que houve ressarcimento de parte dos valores questionados.

A Comissão de Ética, porém, entendeu que as justificativas apresentadas não foram suficientes. Para Pantaleão, a ausência de comprovação objetiva da finalidade institucional das despesas impede o reconhecimento da legitimidade dos gastos. O parecer também afirma que o caso ultrapassa uma simples falha operacional e compromete a credibilidade institucional do clube.

Além do processo interno no Corinthians, Andrés também responde a ações na Justiça a partir de denúncias apresentadas pelo Ministério Público. Em um dos casos, o ex-presidente é acusado de apropriação indébita. Em outro, a Justiça rejeitou, em primeira decisão, denúncias relacionadas a lavagem de dinheiro e crime tributário.

O caso do cartão corporativo também atingiu outros ex-presidentes do Corinthians. O Ministério Público denunciou Duílio Monteiro Alves, e a Justiça aceitou a denúncia por apropriação indébita. Já em relação a Augusto Melo, o MP pediu o arquivamento da investigação por não identificar uso do cartão corporativo entre janeiro de 2024 e maio de 2025.

Agora, caberá ao Conselho Deliberativo definir o futuro de Andrés dentro do quadro social do Corinthians. Os conselheiros poderão acatar a recomendação de expulsão, aplicar uma punição mais branda ou arquivar o procedimento disciplinar.