Eleição do Corinthians: Osmar Stabile comunica a aliados que não será candidato

Presidente comunicou a aliados que não pretende concorrer em novembro, em meio a questionamentos sobre sua elegibilidade e investigações envolvendo o clube.

Por: Jhonatan Moraes
2 horas atrás em 14 de outubro de 2026
Foto: José Manoel Idalgo/SCCP

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, comunicou a aliados e conselheiros que não pretende disputar a eleição presidencial do clube, marcada para 28 de novembro. A informação é do ge.



A notícia foi compartilhada com pessoas próximas ao dirigente, enquanto o prazo para registro de candidaturas termina nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília).

Com a decisão, os aliados políticos de Stabile, especialmente os conselheiros vitalícios, discutem os próximos passos e qual candidatura apoiar no pleito.

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O presidente vinha considerando a possibilidade de tentar um novo mandato de três anos, apesar do risco de ter a candidatura barrada pela Comissão Eleitoral. O estatuto do Corinthians proíbe a candidatura de dirigentes que assumem a presidência em caso de vacância e permanecem no cargo por 18 meses ou mais.

Stabile assumiu interinamente o comando do clube em 26 de maio de 2025, após o impeachment de Augusto Melo. Dessa forma, completaria 18 meses na função em 26 de novembro de 2026, apenas dois dias antes da eleição.

Diante desse cenário, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, recomendou que Stabile renunciasse ao cargo antes de completar o período previsto no estatuto. Segundo aliados, o dirigente chegou a considerar essa possibilidade.

Stabile ainda não anunciou oficialmente a decisão. Procurada, a assessoria do Corinthians informou que, por enquanto, o presidente não irá se manifestar.

Investigações envolvendo Osmar Stabile

A possível desistência ocorre em meio a investigações envolvendo a administração corintiana. O Ministério Público denunciou Stabile à Justiça por apropriação indébita, em razão da contratação, com recursos do Corinthians, de uma empresa que não estaria regularizada na Polícia Federal para realizar sua segurança particular. O dirigente argumenta que o serviço foi contratado em razão do cargo que ocupa.

O Ministério Público também conduz uma investigação criminal sobre a contratação de uma empresa de segurança considerada irregular, registrada em nome de um funcionário do clube, no valor de R$ 676,6 mil.

Além disso, o promotor Cassio Conserino investiga a relação comercial entre o Corinthians e a empresa responsável pelo programa Fiel da Sorte. O caso envolve pagamentos de R$ 6,9 milhões por serviços que, segundo a investigação, não teriam sido integralmente prestados. O contrato foi firmado em agosto de 2023, durante a gestão de Duílio Monteiro Alves, mas acabou rompido pela atual administração neste ano.

Na esfera cível, o Corinthians também é alvo de um inquérito do Ministério Público que pode resultar em um pedido de intervenção judicial.

Crise esportiva aumenta pressão sobre a diretoria

Além dos problemas administrativos e jurídicos, o Corinthians atravessa uma fase difícil dentro de campo. O clube foi eliminado da Conmebol Libertadores e da Copa do Brasil e acumula oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro.

A insatisfação do elenco com a diretoria também ganhou força após o desabafo recente do zagueiro Gabriel Paulista. O defensor expôs o descontentamento dos jogadores com a condução do clube, especialmente em relação aos atrasos nos pagamentos.

Segundo o relato apresentado, parte do elenco considera que Stabile não oferece o respaldo necessário ao grupo e questiona a falta de diálogo com as lideranças para esclarecer os atrasos e o cumprimento dos prazos acordados.

Nesse cenário, a eleição presidencial de novembro ganha ainda mais importância para o futuro político do Corinthians, que tenta superar a crise institucional e recuperar o desempenho esportivo.