Dívidas internas: Guarani acumula R$ 4,4 milhões em ações trabalhistas

Processos de quatro ex-jogadores aumentam a pressão financeira sobre o clube, enquanto torcida cobra respostas da diretoria

Por: Lucas Soares
22 horas atrás em 21 de outubro de 2026
Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC

O Guarani enfrenta uma nova frente de pressão financeira com quatro ações trabalhistas movidas por ex-jogadores que somam R$ 4,41 milhões. Os processos envolvem Isaque, Diego Torres, Emerson Júnior e Ynaiã e se somam aos atrasos salariais recorrentes desde junho e à indefinição sobre a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).



As cobranças envolvem obrigações contratuais e trabalhistas, com valores que ainda dependem da análise judicial. A situação aumenta a preocupação com a possibilidade de novas ações, enquanto o Bugre tenta reorganizar as finanças e planejar a temporada de 2027.

Isaque lidera a lista, com uma cobrança de R$ 1,63 milhão, seguido por Diego Torres, que pede R$ 1,62 milhão. Emerson Júnior cobra R$ 857,1 mil, enquanto o processo de Ynaiã envolve R$ 298,9 mil.

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Os valores somados chegam a R$ 4.411.176,30. Nos casos de Isaque e Emerson Júnior, os pedidos incluem a rescisão indireta dos contratos e a liberação para atuar por outras equipes.

Outro ponto de divergência envolve cláusulas de renovação automática previstas em contratos de atletas. Isaque, por exemplo, questiona a aplicação de uma cláusula que poderia estender seu vínculo com o Guarani até dezembro de 2027. Parte do atual departamento de futebol atribui esse modelo contratual a gestões anteriores, em meio à discussão sobre os impactos das decisões passadas no planejamento atual.

A sequência de cobranças judiciais também aumenta o desgaste da diretoria com parte da torcida. O presidente Rômulo Amaro não se manifestou publicamente de forma recente sobre a eliminação do Guarani na primeira fase da Série C, os atrasos nos pagamentos e os desdobramentos da proposta de SAF.

Uma das principais alternativas discutidas pelo clube é a proposta do empresário Roberto Graziano para assumir 90% do controle de uma futura SAF. Pelo modelo apresentado, o Guarani manteria os 10% restantes.

A proposta será submetida à votação dos associados em 19 de novembro. A expectativa é que o avanço da operação possa reforçar o caixa e oferecer maior estabilidade para o planejamento da próxima temporada.