Enderson lamenta derrota do Novorizontino: “Ficamos devendo”

Após a partida, o técnico criticou a atuação da arbitragem, mas também admitiu o desempenho abaixo do esperado

Por: Murilo Godoy
10 horas atrás em 10 de agosto de 2026
Enderson Moreira - Novorizontino

O Novorizontino recebeu o Juventude pela 21ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A partida aconteceu no estádio Jorge Ismael de Biasi e o Tigre acabou derrotado pelo placar de 1 a 0.

Após a partida, o técnico Enderson Moreira criticou a atuação da arbitragem, mas ao mesmo tempo, também admitiu o desempenho abaixo do esperado. O treinador evitou fazer uma crítica direcionada ao gênero da equipe de arbitragem, formada por três mulheres, e ressaltou a importância da presença feminina no futebol.

— Isso nos machuca muito como profissionais. Principalmente porque queremos ver cada vez mais as mulheres representadas dentro do esporte masculino, do esporte feminino, nas grandes decisões, queremos muito. Mas principalmente precisamos recompensar ou dar oportunidades para aquelas pessoas que realmente têm competência. O que não foi o caso de hoje.

Porém, para Enderson, o desempenho apresentado no jogo não esteve à altura do que considera necessário. O técnico citou como exemplo a postura diante do antijogo praticado pela equipe visitante.

— É difícil avaliarmos. São três mulheres. Eu tenho netas, filhas, esposa e, para mim, falar é muito complicado. Sempre prezo por competência. As pessoas competentes, independentemente de sexo, de gênero, de tudo, precisam ser reconhecidas. Infelizmente, a arbitragem foi muito ruim.

— Ela permitiu, principalmente, o antijogo. Teve lances que o Jandrei, a bola nem passou perto dele e ele caiu. Isso não pode. Não teve uma atitude, não deu um cartão. Em um escanteio claro para nós, a bandeira não tinha como não ver. Não tinha como, ela está tão privilegiada ali, como não perceber que a bola desviou? Mas isso, essa arbitragem, é totalmente prejudicial, não ao Grêmio Novorizontino, é prejudicial ao futebol. Não adianta ter regras se não conseguimos cumpri-las.

Apesar das críticas, o treinador fez questão de reconhecer que o Tigre também teve problemas para apresentar seu melhor futebol diante do clube gaúcho.

— Tudo muito difícil, mas isso não tira também a nossa incompetência dentro do jogo. De não ter conseguido executar, finalizar melhor, terminar melhor as jogadas, criar mais. Eu sei que essa parada contínua do jogo tira muito o ritmo. Não conseguimos impor um ritmo que gostaríamos, de mais sequência, mais velocidade. Precisávamos fazer um jogo melhor, tecnicamente falando, e não fizemos.

— De todas as derrotas que tivemos, talvez essa foi assim: não por merecimento do adversário, mas por falta de merecimento da nossa parte. Hoje nós não jogamos. Não jogamos o que somos capazes de jogar, aquilo que temos capacidade de jogar. É muito importante que tenhamos esse tipo de realismo, de entendimento. Ficamos devendo, sim.

Mesmo com a atuação abaixo do esperado, Enderson destacou que o Novorizontino teve chances claras de gol. O treinador citou as defesas do goleiro do Juventude, mas admitiu que a produtividade ofensiva poderia ter sido maior.

— Apesar de termos criado as melhores jogadas, de o goleiro deles ter feito três ou quatro defesas muito boas, a nossa produtividade ainda foi baixa diante daquilo que poderíamos ter feito.

O Novorizontino teve duas semanas de preparação antes do duelo contra o Juventude. Questionado se o período sem partidas poderia ter prejudicado o ritmo da equipe, Enderson descartou a possibilidade.

— Não. De maneira nenhuma. Nunca falaria sobre isso. Tivemos tempo o suficiente para descansar, recuperar, treinar. Realmente, isso não foi determinante para não termos feito o jogo que gostaríamos de ter feito hoje.

O Novorizontino agora volta a campo neste domingo (16), quando visitao CRB, às 18h30, no estádio Rei Pelé, em Alagoas, pela 22ª rodada da Série B. O Tigre é o sexto colocado da competição, com 33 pontos.