Matheus Bidu: entenda a lesão, a pubalgia e o risco de cirurgia

Lateral do Corinthians trata uma hérnia e tem carga controlada; entenda a relação entre dor no púbis, pubalgia e cirurgia

Por: Vinícios Cotrim
1 hora atrás em 2 de outubro de 2026
Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Matheus Bidu está sob cuidados especiais no Corinthians. O lateral-esquerdo convive há pelo menos dois meses com dores na região do púbis e atualmente trata uma hérnia considerada pequena, enquanto o clube controla sua carga de treinamentos na tentativa de evitar uma cirurgia.



O problema também chama atenção para a pubalgia, condição frequentemente associada a dores na região do púbis e da virilha, especialmente entre atletas. No caso de Bidu, entretanto, é fundamental fazer uma diferenciação: não há confirmação de diagnóstico de pubalgia para o jogador. O que está confirmado é o histórico de dores no púbis e a informação de que ele trata uma hérnia.

QUAL É A LESÃO DE MATHEUS BIDU?

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Bidu vem enfrentando problemas na região do púbis. Em setembro, o lateral realizou exames depois de voltar a sentir dores e chegou a ficar fora de atividades no campo, realizando trabalhos na parte interna do CT Joaquim Grava. Posteriormente, ele retornou aos treinamentos no gramado. A informação mais recente é que o jogador trata uma hérnia pequena e tem sua carga de trabalho administrada pelo Corinthians.

Neste momento, o tratamento é conservador. A intenção é observar como Bidu responde às atividades e tentar evitar a necessidade de uma intervenção cirúrgica.

O QUE É PUBALGIA?

A pubalgia está relacionada a dores na região do púbis e pode envolver estruturas musculares e tendíneas próximas à virilha. O problema aparece com frequência em modalidades que exigem acelerações, chutes, giros e mudanças rápidas de direção, como o futebol.

A dor pode surgir durante a prática esportiva e comprometer movimentos que exigem a musculatura abdominal e os adutores. Isso ajuda a compreender por que problemas nessa região merecem atenção especial no futebol profissional. No caso de Bidu, porém, a pubalgia aparece aqui como explicação sobre problemas que podem atingir a região do púbis. Não há informação confirmando que esse seja o diagnóstico específico do lateral.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA PUBALGIA?

A dor no púbis ou na região da virilha está entre os principais sintomas relacionados à pubalgia. O desconforto pode aumentar durante exercícios físicos e movimentos que exigem maior esforço da região. No futebol, isso pode representar dificuldade para executar ações repetidas durante uma partida, como chutar, acelerar, girar e mudar de direção.

Dor nessa região, entretanto, não significa automaticamente pubalgia. Existem diferentes causas possíveis e o diagnóstico depende de avaliação médica.

PUBALGIA E HÉRNIA INGUINAL SÃO A MESMA COISA?

Não necessariamente. A pubalgia está relacionada à presença de dor na região púbica e pode apresentar diferentes causas. A hérnia inguinal é uma condição específica que também pode provocar sintomas próximos à região da virilha.

Por isso, quadros envolvendo pubalgia, dor no púbis e hérnia inguinal podem apresentar sintomas semelhantes, mas precisam ser diferenciados durante a investigação médica.

Essa distinção é especialmente importante no caso de Matheus Bidu. O lateral apresentou dores no púbis e posteriormente foi noticiado que ele trata uma hérnia pequena. Isso não permite afirmar automaticamente que o jogador tenha pubalgia.









COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

A origem de uma dor persistente na região do púbis precisa ser investigada. Ao comentar problemas desse tipo, o médico Walter Aires Júnior explicou que a avaliação pode envolver exame físico e exames de imagem, como ultrassom e, dependendo da situação, ressonância magnética.





O objetivo é justamente identificar a origem do desconforto antes de determinar o tratamento adequado. No caso de Bidu, as informações disponíveis apontam para uma hérnia pequena e para o controle de carga durante o tratamento.

PUBALGIA TEM CURA?

O tratamento da pubalgia depende da causa da dor e das características de cada paciente. Existem situações em que medidas conservadoras podem ser adotadas. Em outros casos, quando uma alteração específica é diagnosticada, outras formas de tratamento podem ser necessárias.

Por isso, não existe um único tratamento ou prazo de recuperação que possa ser aplicado a todas as pessoas com pubalgia. Também não é correto utilizar o tratamento de Bidu como recomendação para quem apresenta sintomas semelhantes. O caso do lateral está sendo acompanhado individualmente pelo departamento médico.

PUBALGIA PRECISA DE CIRURGIA?

Não necessariamente. A necessidade de uma cirurgia depende da causa do problema e do diagnóstico realizado pelo médico. Quando existe uma hérnia com indicação de correção cirúrgica, Walter Aires Júnior explicou que uma das possibilidades é a realização de uma hernioplastia, inclusive por técnicas minimamente invasivas.

O especialista citou uma média de 20 a 30 dias para retorno à atividade de alto rendimento após o tipo de procedimento descrito por ele. Esse prazo é uma referência geral apresentada pelo médico. Não representa uma previsão de recuperação para Matheus Bidu.

MATHEUS BIDU VAI FAZER CIRURGIA?

Até o momento, não existe cirurgia confirmada para Matheus Bidu. O Corinthians segue controlando a carga do lateral e acompanhando sua resposta ao tratamento. A estratégia atual é justamente tentar evitar uma intervenção. A cirurgia aparece como uma possibilidade caso a evolução do quadro leve a uma indicação médica, mas não como uma decisão já tomada.

QUANTO TEMPO MATHEUS BIDU FICARIA FORA?

Também não existe um prazo oficial de afastamento porque Bidu não tem cirurgia confirmada. O período de 20 a 30 dias mencionado pelo especialista refere-se de maneira geral ao retorno de atletas de alto rendimento após o procedimento cirúrgico descrito por ele. Portanto, esse número não deve ser apresentado como prazo de recuperação de Bidu.

QUANDO MATHEUS BIDU VOLTA A JOGAR?





Bidu já retornou aos trabalhos no campo, mas segue com a carga administrada pelo Corinthians. Sua utilização dependerá da evolução do problema e da maneira como o lateral responder ao aumento de intensidade nos treinamentos. Neste momento, não existe uma data definitiva para que esteja novamente disponível sem limitações.

A situação de Matheus Bidu, portanto, exige duas leituras. Para o Corinthians, a preocupação é administrar a condição física do lateral e tentar evitar uma ausência mais prolongada. Para quem busca informações sobre pubalgia, sintomas, dor no púbis ou hérnia inguinal, o caso também mostra a importância de não tratar problemas diferentes da região como se fossem um único diagnóstico.

No caso de Bidu, o cenário confirmado até agora é claro: dores no púbis, uma hérnia pequena, tratamento conservador, controle de carga e nenhuma cirurgia definida.