Novo requerimento cita manifestação do Ministério Público em processo envolvendo Armando Mendonça e materiais esportivos da Nike
Foto: Rodrigo Coca / Agência CorinthiansO presidente do Corinthians, Osmar Stabile, tornou-se alvo de um terceiro pedido de impeachment. O novo requerimento foi protocolado pelo associado Leandro Cano e tem como base uma manifestação do Ministério Público de São Paulo em um processo criminal envolvendo o vice-presidente Armando Mendonça.
O documento questiona a atuação de Stabile no caso relacionado à gestão de materiais esportivos da Nike. Segundo o pedido, o presidente teria adotado uma postura contrária aos interesses institucionais do Corinthians ao se manifestar em um processo no qual o clube aparece como potencial vítima.
O associado também cita uma nota institucional assinada por Stabile em defesa de Armando Mendonça. De acordo com o requerimento, o Ministério Público apontou que o presidente apresentou argumentos alinhados à estratégia de defesa do vice-presidente.
Durante a investigação, Stabile afirmou que a auditoria interna realizada pelo clube não concluiu que Armando tenha desviado, subtraído ou se apropriado de materiais esportivos. O Ministério Público, no entanto, apontou um possível conflito de interesses entre a administração do Corinthians e o dirigente investigado.
O pedido também sustenta que a conduta do presidente poderia ser enquadrada como gestão temerária. Armando Mendonça foi denunciado pelo Ministério Público por crimes como apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação no curso do processo.
De acordo com a denúncia do promotor Cássio Conserino, Armando teria se apropriado de 131 itens de material esportivo da Nike, tentado obter 19 camisas especiais com patch da NFL, subtraído oito unidades dessa edição comemorativa e ameaçado duas testemunhas durante a investigação. O vice-presidente pediu licença do cargo no último dia 8.
Este é o terceiro pedido de impeachment contra Osmar Stabile. Em abril, sócios e conselheiros protocolaram o primeiro requerimento, alegando supostas violações ao Estatuto Social do Corinthians e à legislação vigente.
Na ocasião, o principal ponto citado foi o acordo firmado entre o clube e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para a regularização de um débito estimado em R$ 1,2 bilhão. Segundo os autores da solicitação, a diretoria teria utilizado o Parque São Jorge como garantia no acordo. O conjunto de imóveis que compõe a sede social do clube está avaliado em R$ 602,2 milhões.
Dois meses depois, em junho, conselheiros e associados apresentaram um novo pedido de impeachment contra Stabile. O requerimento apontava supostas violações estatutárias e legais relacionadas à contratação de empresas de segurança.




