Presidente não fala com a imprensa desde agosto, enquanto o Bugre enfrenta dificuldades financeiras e tenta avançar na negociação societária
Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC O presidente do Guarani, Rômulo Amaro, completou dois anos à frente do clube no último domingo (11), em meio a dificuldades financeiras, resultados esportivos negativos e indefinições sobre o processo de transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Desde o início de agosto, o dirigente não concede entrevistas à imprensa, período que coincide com a reta final da participação bugrina na Série C do Campeonato Brasileiro.
Amaro assumiu a presidência em 11 de outubro de 2024, quando o Guarani ainda tentava evitar o rebaixamento na Série B. A queda para a terceira divisão foi confirmada no fim daquela temporada, e o clube ainda não conseguiu retornar à segunda divisão nacional.
Nos dois anos da gestão, o Bugre acumulou cinco eliminações em competições oficiais, além do rebaixamento. O retrospecto inclui campanhas sem classificação para a fase decisiva do Campeonato Paulista em 2025 e 2026, a eliminação na segunda fase da Série C de 2025, a queda diante do Castanhal na segunda fase da Copa do Brasil deste ano e a saída precoce da Série C de 2026.


A participação mais recente terminou em agosto, quando o Guarani encerrou a primeira fase da Série C na décima colocação, com 28 pontos. O empate por 2 a 2 com o Brusque, no Brinco de Ouro, confirmou a eliminação e deixou a equipe sem compromissos oficiais pelo restante da temporada.
A instabilidade também atingiu o departamento de futebol. Ao longo dos dois anos, seis treinadores e três executivos de futebol passaram pelo clube. Após a eliminação na Série C, o executivo Carlos Frontini reconheceu erros no planejamento e assumiu a responsabilidade pela ausência do Bugre no quadrangular decisivo.
Fora de campo, a gestão enfrenta dificuldades financeiras, com relatos de atrasos salariais para jogadores e funcionários, além de pendências relacionadas às parcelas da Recuperação Judicial. O cenário aumenta a pressão sobre a diretoria em um momento de planejamento para a próxima temporada.
Uma das principais pautas da administração é a transformação do Guarani em SAF. A constituição do novo modelo societário foi aprovada pelos sócios em outubro, mas a proposta do empresário Roberto Graziano para adquirir 90% das ações ainda depende da análise do contrato atualizado e da realização de novas assembleias.
O processo passou por mudanças após Graziano retirar a proposta inicial diante de divergências sobre os termos contratuais. A negociação segue como um dos pontos centrais para o futuro administrativo e financeiro do clube.
Reeleito em julho para o triênio de 2026 a 2028, Rômulo Amaro terá como desafios o avanço da negociação da SAF, a reorganização financeira e a montagem do elenco para 2027. Na próxima temporada, o Guarani disputará novamente o Campeonato Paulista, a Série C do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, com o objetivo de retomar o caminho dos resultados esportivos positivos.