Jogadores têm pendências de direitos de imagem e salários desde julho; votação da proposta de Roberto Graziano ficou para novembro
Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC O Guarani voltou a acumular dívidas com jogadores e funcionários enquanto aguarda a conclusão das negociações para a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A diretoria esperava concluir a operação em outubro, mas a votação da proposta de Roberto Graziano para a compra de 90% da empresa foi adiada para novembro.
As dificuldades financeiras se intensificaram a partir de julho, durante a reta final da participação bugrina na Série C do Campeonato Brasileiro. Apesar de pagamentos pontuais realizados nos últimos meses, os débitos voltaram a se acumular.
No elenco profissional, as pendências envolvem direitos de imagem e salários registrados em carteira referentes a julho, agosto e setembro. Os funcionários do clube também têm valores em aberto relativos ao último mês.


A situação já provoca desdobramentos judiciais. Na última semana, o lateral-direito Ynaiã acionou a Justiça por falta de pagamentos. Outros jogadores que estão de saída também estudam recorrer judicialmente para cobrar os valores devidos.
A expectativa da diretoria é que a negociação da SAF ajude a reorganizar as finanças e dê maior previsibilidade ao planejamento do futebol para 2027. A constituição da empresa foi aprovada pelos sócios em outubro, com 235 votos favoráveis e 12 contrários.
O próximo passo é a análise e a votação do contrato de investimento para a venda de 90% das ações a Graziano. Até a conclusão do processo, o Guarani continua responsável pelas obrigações financeiras e pela organização do clube para a próxima temporada.