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Diniz reencontra Vasco e encara algoz Renato Gaúcho

Técnico do Corinthians tem retrospecto desfavorável contra rival no duelo pela Série A

Por: Lucas Soares
12 horas atrás em 25 de abril de 2026
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O Corinthians terá um duelo carregado de histórias neste domingom, 26, às 16h, contra o Vasco da Gama, na Neo Química Arena, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. A partida marca o reencontro de Fernando Diniz com um ex-clube e também o confronto direto com Renato Gaúcho, considerado um de seus maiores algozes na carreira.

O histórico entre os dois treinadores não é favorável ao comandante corinthiano. Em 11 confrontos, Renato soma seis vitórias, contra apenas uma de Diniz, além de quatro empates. O último encontro aconteceu em maio de 2025, quando o Fluminense de Renato venceu o Vasco de Diniz por 2 a 1, de virada, pelo Brasileirão.

O duelo ganhou notoriedade especialmente após a semifinal da Copa do Brasil de 2020, quando o Grêmio, comandado por Renato, eliminou o São Paulo de Diniz mesmo com baixa posse de bola. Na ocasião, o treinador gaúcho ironizou o estilo do rival ao comparar o domínio da posse com “paquerar e ver outro sair com a pessoa”, frase que marcou o embate entre as filosofias dos técnicos.

Os números reforçam essa diferença de estilos. Equipes de Diniz costumam ter maior controle de posse, média de 63% nos confrontos diretos, mas sem transformar isso em resultados. Curiosamente, a única vitória do atual treinador do Corinthians sobre Renato ocorreu em 2019, quando seu Fluminense venceu o Grêmio por 5 a 4, mesmo com menos posse de bola.

Além do retrospecto, o desempenho ofensivo também pesa: times comandados por Renato Gaúcho marcaram 20 gols nesses confrontos, contra apenas dez das equipes de Diniz. O cenário evidencia a dificuldade do técnico corinthiano em superar o rival ao longo dos anos.

Agora à frente do Corinthians, Diniz tenta mudar essa história em um momento de pressão no Brasileirão. Diante do Vasco e de Renato, o treinador terá mais do que três pontos em jogo: a chance de reescrever um retrospecto que insiste em ser desfavorável.