Alguns atletas decidiram não aderir à greve
Greve no CT da Ponte Preta - Foto: Júlio Nascimento Na manhã da última quarta-feira (26), no CT do Jardim Eulina, os jogadores da Ponte Preta decidiram não treinar. Os atletas nem trocaram de roupa.
A greve ocorre em meio a meses de salários atrasados. Uma notificação foi entregue ao executivo João Brigatti pelos atletas e também enviada por e mail para a presidência e para o departamento jurídico do clube.
Após conversas durante esta quinta-feira (27) com a diretoria executiva, alguns atletas decidiram não aderir à greve, e participaram normalmente das atividades na Ponte Preta.
Participaram das atividades na academia apenas os atletas revelados nas categorias da base da Ponte Preta, com exceção ao meia-atacante Miguel. Os outros jogadores se apresentaram no CT, mas depois foram embora.
Além deles, o lateral-esquerdo Jota, reforço ainda não registrado por causa do transfer ban, e o atacante Vitor Ribeiro, também participaram das atividades. Aos 27 anos, ele tem contrato desde março com a Ponte, mas ainda não estreou.
Nove jogadores do grupo principal foram até o CT. Oito deles (Léo Gomes, Lucas Cunha, Danilo Barcelos, Brandão, Daniel Baianinho, Miguel, Murilo Cavalcante e Palacios) foram embora com a mesma roupa que chegaram logo depois que conversaram o técnico Márcio Zanardi, que passou para recolher os pertences e dar um abraço em atletas e funcionários. O único que permaneceu foi o atacante David da Hora para realizar algum tipo de tratamento.
Para o duelo, a Ponte Preta contava com apenas quatro profissionais garantidos. São eles: os zagueiros Lucas Cunha e Sergio Palacios, e os atacantes Brandão e David da Hora.
Os atletas estão emprestados, e recebem salários dos clubes nos quais pertencem. Os defensores estão emprestados pelo Red Bull Bragantino, e os atacantes pelo Coritiba. Ainda assim, os quatro não estão dispostos a encerrar a paralisação em solidariedade aos demais. Ainda sem Gilson Kleina, a atividade desta quinta foi comandada pelo preparador físico Thiago Vegette.
A intenção do grupo principal não é chegar ao ponto de o clube dar W.O. Por isso, existe uma conversa de deixar cada um livre para decidir o que fazer em relação aos jogos.
A possibilidade de atuar com um time praticamente sub-20 em uma Série B teria sido o estopim para a saída de Márcio Zanardi. Para a sua vaga, a Ponte Preta já decidiu um novo substituto.
Trata-se do técnico Gilson Kleina, que chega para a sua sexta passagem pelo clube. Kleina desembarca e, Campinas nesta quinta-feira (27), mas só comandará o treino de sexta. Com apenas dez pontos, a Ponte é a lanterna da Série B, e está a 18 jogos sem vencer.