Crise na Ponte: salários atrasados e greve dos jogadores

Foto: Karen Fontes/Especial PontePress

Publicados 9 meses atrás em 6 de novembro de 2023
Por: Jenyffer Previtalli

Os jogadores da equipe da Ponte Preta fizeram um protesto no último sábado (04), permanecendo em silêncio durante o intervalo e após a derrota para o Avaí por 1 a 0. Esse silêncio foi uma forma de manifestação contra os salários atrasados.

Devido a essa situação, os jogadores decidiram não treinar nesta segunda-feira (06), que era a data programada para a retomada dos treinamentos. Em resposta a essa decisão, a diretoria adiou a reapresentação para terça-feira (07) à tarde. Os jogadores pretendem iniciar a preparação para o próximo jogo contra o Tombense, no sábado (11), independentemente da situação das dívidas.

Marco em reunião com elenco da Ponte

Marco Antonio Eberlin em reunião com elenco da Ponte — Foto: Diego Almeida/ PontePress

As pendências salariais variam entre os jogadores. A maioria não recebe há dois meses (agosto e setembro), e o salário de outubro deverá ser pago até terça-feira (07), que é o quinto dia útil. Existem também dívidas antigas relacionadas a gestões anteriores.

Além dos jogadores, a comissão técnica e os membros do departamento de futebol também estão com salários atrasados, com alguns profissionais sem receber há seis meses. A falta de cumprimento dos prazos estabelecidos pelo presidente Marco Antonio Eberlin para o pagamento dos salários é outra situação que tem causado desconforto internamente. Por outro lado, os salários dos funcionários do estádio estão em dia.

A assessoria de imprensa do clube informou que as pendências atuais envolvem o direito de imagem de alguns jogadores e que existe um acordo para pagar o mês anterior até o final do mês seguinte. Portanto, o pagamento de outubro poderá ser feito até o fim de novembro.

OUTRAS DÍVIDAS

O presidente Marco Antonio Eberlin afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas que os salários serão pagos entre segunda e terça-feira, devido a uma penhora de mais de R$ 1,7 milhão relacionada a dívidas fiscais desde 1999. Essas situações têm causado impacto negativo no clube e, embora nenhum jogador tenha mencionado greve, são questões que prejudicam a Ponte.

Recentemente, a instabilidade financeira, com atrasos constantes nos salários, contribuiu para a saída de dois membros da comissão técnica que receberam propostas melhores. Essa crise, que resulta de dívidas acumuladas ao longo do tempo, também afeta as categorias de base, com atrasos de até sete meses nos pagamentos para jogadores e profissionais. Além disso, devido à falta de pagamento de aluguel, a Justiça determinou o despejo do centro de treinamento da base.

No campo, a situação da Ponte Preta também é preocupante. O time está há 10 jogos sem vencer e entrou na zona de rebaixamento no último fim de semana, faltando três rodadas para o término do Campeonato Brasileiro Série B. Com 35 pontos, a equipe está apenas um ponto atrás do Sampaio Corrêa, primeira equipe fora da zona de rebaixamento no momento. Se a Chapecoense, com 33 pontos, vencer o CRB na terça-feira, a Ponte Preta terminará a rodada na 18ª posição.

O próximo desafio da equipe será um confronto direto contra o Tombense, que tem 37 pontos. Além disso, a Ponte Preta enfrentará o Juventude, que está na briga pelo acesso, em Caxias do Sul, e o CRB, na última rodada, no estádio Majestoso.

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