Volante está emprestado pelo Capivariano até 31 de outubro, e clube enfrenta dificuldades financeiras para viabilizar a contratação definitiva para 2027
Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC O Guarani tem até o dia 31 de outubro para decidir se tentará contratar em definitivo o volante Carlos Eduardo, emprestado pelo Capivariano até o fim deste mês. Apesar do interesse em manter o jogador para a temporada de 2027, as dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube de Campinas podem impedir o avanço das negociações.
Aos 25 anos, Carlos Eduardo chegou ao Brinco de Ouro em março e conquistou espaço ao longo da disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. Na competição, o meio-campista disputou 15 partidas, marcou dois gols e distribuiu quatro assistências, números que contribuíram para despertar o interesse bugrino em sua permanência.
Em junho, a diretoria do Guarani já havia encaminhado um pré-contrato com o atleta, estabelecendo bases salariais e uma opção de compra com valor previamente definido. Naquele momento, o clube demonstrava confiança em manter o volante para dar continuidade ao planejamento esportivo.


O cenário, entretanto, mudou após a equipe não conseguir o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Sem a receita esperada pela mudança de divisão, o Guarani passou a enfrentar maiores restrições orçamentárias e atrasos no pagamento dos salários do elenco. A situação tornou mais difícil a realização do investimento necessário para adquirir os direitos do jogador.
Outro fator que influencia o planejamento alviverde é a indefinição sobre a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A votação da proposta apresentada pelo empresário Roberto Graziano foi adiada para novembro, o que impede uma definição sobre o possível aporte financeiro antes do encerramento do vínculo de empréstimo de Carlos Eduardo.
Além das questões econômicas, o volante perdeu espaço na reta final da Série C. Embora tenha sido titular durante boa parte da competição, o jogador terminou a primeira fase como opção no banco de reservas, cenário que também pode pesar na avaliação da comissão técnica para a próxima temporada.
Com o empréstimo válido até 31 de outubro, o Guarani precisa avançar nas tratativas nos próximos dias caso queira manter o meio-campista. Sem uma proposta para a contratação definitiva, a tendência é que Carlos Eduardo retorne ao Capivariano após o encerramento do vínculo.
O futuro do jogador para 2027 permanece indefinido e dependerá das condições financeiras do Guarani, além das conversas entre os clubes e os representantes do atleta. Enquanto isso, a diretoria bugrina precisa conciliar o planejamento do elenco com as limitações financeiras e a expectativa por uma definição sobre a SAF.